<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-18488142</id><updated>2011-04-22T02:38:23.028+01:00</updated><title type='text'>intertextualidades</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://intertextualidades.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://intertextualidades.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Hélder Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>8</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18488142.post-113970314829481315</id><published>2006-02-11T23:12:00.000Z</published><updated>2006-02-12T00:12:30.296Z</updated><title type='text'>INTERTEXTUALIDADE</title><content type='html'>A noção de &lt;strong&gt;intertextualidade&lt;/strong&gt; coloca imediatamente um problema mais ou menos delicado de identificação. A partir de que altura se poderá falar de presença de um texto noutro, em termos de intertextualidade?&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;       Entre as suas diversas características, o que mais caracteriza a intertextualidade é introduzir um novo modo de leitura que que faz "estalar" a linearidade do texto. Cada referência intertextual é o lugar duma alternativa: ou prosseguir a leitura, vendo apenas no texto um fragmento como qualquer outro, que faz parte integrante da sintagmática do texto, ou então voltar ao texto-origem, procedendo a uma espécie de anamnese intelectual em que a referência intertextual aparece como um elemento paradigmático "deslocado". Na verdade, esta alternativa ou disjunção, apenas se apresenta aos olhos do analista. É em simultâneo que estes dois processos operam na leitura e na palavra &lt;em&gt;intertextual&lt;/em&gt;, semeando o texto de bifurcações que lhe abrem, aos poucos, o espaço semântico. Deste modo, o estatuto do discurso intertextual é comparável ao de uma super-palavra, na medida em que os constituintes deste discurso, já não são palavras, mas sim coisas já ditas, já organizadas, fragmentos textuais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;      A intertextualidade "fala" uma língua cujo vocabulário é a soma dos textos existentes. Basta uma simples alusão para introduzir no texto centralizador um sentido, uma representação, uma história, um conjunto ideológico, sem ser preciso falá-los. O texto de origem lá está, virtualmente presente, portador de todo o seu sentido, sem que seja necessário enunciá-lo. Isto confere à intertextualidade uma riqueza e uma densidade excepcionais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;      O problema da intertextualidade é fazer caber vários textos num só, sem se destruirem mutuamente, e sem que o intertexto (texto que absorve uma multiplicidade de textos) se "estilhace" como totalidade estruturada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;      Fora da intertextualidade, a obra literária (principalmente o romance actual, por exemplo, Saramago, Lídia Jorge, Lobo Antunes e tantos outros) seria muito simplesmente incompreensível, tal como a palavra de uma língua ainda desconhecida. De facto, só se apreende o sentido e a estrutura de uma obra literária, se a relacionarmos com os seus arquétipos. Estes, provenientes de outros tantos "gestos literários, codificam as formas de uso dessa tal "l&lt;em&gt;inguagem&lt;/em&gt; &lt;em&gt;literária&lt;/em&gt;" (Lotman) que é a literatura. É face aos modelos arquetípicos, que a obra literária entra sempre numa &lt;strong&gt;relação&lt;/strong&gt; de realização, de transformação ou de transgressão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;      A partir do momento em que uma crítica formal se revela, como hoje, solidamente assegurada nos seus fundamentos, deve a intertextualidade situar-se relativamente ao "funcionamento" da literatura. Se qualquer texto remete, implicitamente, para os textos, é em primeiro lugar de um ponto de vista genético que a obra se combina com a intertextualidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;      Acontece ainda que a intertextualidade não só condiciona o uso do código linguístico (quem gostava muito de falar em código linguístico era o Ferdinand Saussure, entretanto já ultrapassado, mas isso são contas de outro rosário...), como também está explicitamente presente ao nível do conteúdo formal da obra. Assim acontece com todos os textos que deixam transparecer a sua relação com outros textos: imitação, citação, paródia, montagem, plágio, etc. A determinação intertextual de uma obra literária é então revestida de duplicidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;      Muito mais haveria a dizer sobre textualidade mas tal, seria fastidioso, sobretudo para os amigos bloguistas. Este texto surge, no entanto, numa tentativa de justificar o título deste meu blog &lt;strong&gt;&lt;em&gt;intertextualidades&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, pois nele constarão com o passar do tempo, múltiplos textos e intertextos, quer sobre a minha própria criação, quer na forma de crítica formal a quaisquer obras (romance, conto, poesia, crónica...) que me mereçam especial atenção para o fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18488142-113970314829481315?l=intertextualidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://intertextualidades.blogspot.com/feeds/113970314829481315/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18488142&amp;postID=113970314829481315' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113970314829481315'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113970314829481315'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://intertextualidades.blogspot.com/2006/02/intertextualidade.html' title='INTERTEXTUALIDADE'/><author><name>Hélder Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18488142.post-113822916861119070</id><published>2006-01-25T22:30:00.000Z</published><updated>2006-01-25T22:46:08.726Z</updated><title type='text'>do fim do caminho</title><content type='html'>ao amigo Zé Lopes,&lt;br /&gt;para quem ele quiser...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um dia&lt;br /&gt;já no fim do caminho&lt;br /&gt;te hei-de dizer adeus&lt;br /&gt;quando a tua sombra&lt;br /&gt;ainda&lt;br /&gt;me enfeitiçar de morte&lt;br /&gt;o olhar já vítreo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;haverá sempre um cais verde-musgo&lt;br /&gt;onde&lt;br /&gt;mesmo assim&lt;br /&gt;numa réstia do amor&lt;br /&gt;dolorosamente esquecido,&lt;br /&gt;conseguirei reinventar a tua LUZ&lt;br /&gt;i r r a d i a n d o&lt;br /&gt;por entre os mastros escuros e esguios&lt;br /&gt;dos navios dançando  ancorados&lt;br /&gt;no mar revolto&lt;br /&gt;da minha corrente sanguínea&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;te direi adeus&lt;br /&gt;mesmo que&lt;br /&gt;das brumas da distância que o tempo não perdoou&lt;br /&gt;te vislumbre ainda uma lágrima&lt;br /&gt;para sempre perdida&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18488142-113822916861119070?l=intertextualidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://intertextualidades.blogspot.com/feeds/113822916861119070/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18488142&amp;postID=113822916861119070' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113822916861119070'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113822916861119070'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://intertextualidades.blogspot.com/2006/01/do-fim-do-caminho.html' title='do fim do caminho'/><author><name>Hélder Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18488142.post-113605131972171803</id><published>2005-12-31T17:41:00.000Z</published><updated>2005-12-31T17:48:39.723Z</updated><title type='text'>derradeiro poema</title><content type='html'>quando eu morrer, amor&lt;br /&gt;não ponhas luto&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não rezes&lt;br /&gt;não chores&lt;br /&gt;não me lamentes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não vás visitar a minha sepultura&lt;br /&gt;nem ponhas lá flores&lt;br /&gt;(mesmo que sejam as mais bonitas)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;quando eu morrer, amor&lt;br /&gt;põe-me nas mãos&lt;br /&gt;nas mãos frias e rígidas,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um POEMA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um POEMA apenas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mas que me faça chorar de DOR!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18488142-113605131972171803?l=intertextualidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://intertextualidades.blogspot.com/feeds/113605131972171803/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18488142&amp;postID=113605131972171803' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113605131972171803'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113605131972171803'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://intertextualidades.blogspot.com/2005/12/derradeiro-poema.html' title='derradeiro poema'/><author><name>Hélder Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' 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/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://intertextualidades.blogspot.com/feeds/113605070747589227/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18488142&amp;postID=113605070747589227' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113605070747589227'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113605070747589227'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://intertextualidades.blogspot.com/2005/12/os-pobres.html' title='os pobres'/><author><name>Hélder Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18488142.post-113562026591182753</id><published>2005-12-26T17:55:00.001Z</published><updated>2005-12-26T18:04:25.910Z</updated><title type='text'>poema urgente</title><content type='html'>a vida é um sorvo&lt;br /&gt;num cálice de felicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serve-se bem quente&lt;br /&gt;(à temperatura do amor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim se encontra o corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no corpo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18488142-113562026591182753?l=intertextualidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://intertextualidades.blogspot.com/feeds/113562026591182753/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' 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cálice de felicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;serve-se bem quente&lt;br /&gt;(à temperatura do amor)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim se encontra o corpo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;no corpo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18488142-113561996070841725?l=intertextualidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://intertextualidades.blogspot.com/feeds/113561996070841725/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18488142&amp;postID=113561996070841725' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113561996070841725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113561996070841725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://intertextualidades.blogspot.com/2005/12/poema-urgente.html' title='poema urgente'/><author><name>Hélder Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18488142.post-113389670751600848</id><published>2005-12-06T18:17:00.000Z</published><updated>2005-12-06T19:18:27.660Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;é certo que o planeta já é cada vez mais apertado para os bichos que o habitam. procuram-se agora novas fugas para o cosmos mas tudo é noite para as tecnologias cada vez mais febris na ânsia de encontrar a luz de um fósforo num qualquer buraco negro do abismo. vislumbram-se pulsares, quazares e outros azares mas tudo continua a ser negro porque a centelha jamais acenderá. nós, os bichos, lá nos vamos entretendo com as máquinas possíveis nos afloramentos dos vizinhos mais próximos do nosso sistema solar, isto é, do sistema que um dia nos deu vida para nos multiplicarmos em bandos de biliões numa nesga de terra e muito mar. é certo que o planeta já é cada vez mais apertado para os bichos que o habitam. ainda agora o disse. e muitos de nós o dizemos, principalmente os que nos julgamos mais sábios, intelectuais, artistas e essa bicharada toda. e, no entanto, continuamos todos à lambada pelas ruelas deste pequeno globo onde grassa a nossa pobre e efémera existência. gostamos de ver o nosso sangue molhando a terra. ah! sim, o nosso sangue, o nosso e o dos nossos irmãos bichos espalhados em tocas, com fronteiras e tudo, a que chamam países! e nada melhor que uma guerra, algures, para se ver a cor do sangue dos bichos. puseram-lhe o nome de &lt;em&gt;vermelho&lt;/em&gt;. pois, o sangue dos bichos terrestres é vermelho. VERMELHO. nada melhor do que as guerras. os bichos guerreando-se por nada, porque nada é de ninguém. e quanto mais sangue houver mais inteligente se julga o bicho humano que é bem mais estúpido que os outros bichos que nós pisamos com nossos pés artificiais (ao menos eles andam descalços, para sentirem melhor a terra que os alimenta!). um dia, o planeta será inundado de sangue, cobrindo a terra com lençóis de vermelho vivo e tingindo as águas com outras tonalidades de morte. depois, não haverá ninguém para mostrar um deus, o deus da toca (com fronteiras e tudo) de cada um. nem sequer zaratustra sobrou, o único  super-homem do frederico (o nietzsche - ele próprio se pôs louco e exterminou-se). o planeta é cada vez mais apertado e a culpa é nossa, que o cuspimos todos os dias para o cosmos com línguas de fogo transformadas em espadas! pobres bichos humanos que nos esquecemos de que o tempo é linear, sem princípio nem fim (sem ano novo nem ano velho) e que na mais ínfima fracção deste tempo que nos é dado sorver, ousamos matar o AMOR!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;                                                                                                                            H. R.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18488142-113389670751600848?l=intertextualidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://intertextualidades.blogspot.com/feeds/113389670751600848/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18488142&amp;postID=113389670751600848' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113389670751600848'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113389670751600848'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://intertextualidades.blogspot.com/2005/12/certo-que-o-planeta-j-cada-vez-mais.html' title=''/><author><name>Hélder Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-18488142.post-113140680285353069</id><published>2005-11-07T22:57:00.000Z</published><updated>2005-11-07T23:40:02.873Z</updated><title type='text'>Exclusão Social</title><content type='html'>Tendo constatado que em "pensar ansiães" se têm manifestado, recentemente, algumas preocupações em forma de comentário acerca da problemática cigana, proponho-me deixar aqui um pequeno e despretencioso texto relacionado com o grupo minoritário em questão.&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A etnia cigana é uma das minorias étnicas mais numerosas em Portugal. Os dados estatísticos que apontam para um número entre 20 000/30 000 ciganos existentes no nosso país, só nos dão uma ilusão de precisão, já que, como teórica e oficialmente, são cidadãos de pleno direito, identificados nos censos como portugueses e não como ciganos!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Relembre-se, a este propósito, que a presença em território português de grupos etnicamente identificados como ciganos (desde o séc.XV), constitui o grupo étnico com o qual temos experiências de convívio directo há mais tempo. No entanto, pelas condições de exclusão que quase sempre tiveram que enfrentar, na sua maioria, estes indivíduos encontram-se numa situação de desvinculação estrutural face ao mercado formal de emprego, e com fortes ligações à chamada "economia da delinquência".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De notar, a elevada incidência de analfabetismo nesta etnia, do absentismo escolar, do estigma do insucesso e do abandono precoce do sistema de ensino, mas também da não existência de tradição de trabalho assalariado, da assunção de uma atitude de retraimento ao nível da participação sócio-política. Tudo isto tem tradução directa num estatuto marginal face aos benefícios do Estado, em matéria de segurança social, educação, emprego e habitação.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A par disto, a pertença a um grupo etnicamente minoritário, estruturado por um quadro de valores próprio, por um modo de ser e estar diferente da maioria dominante, gera fenómenos de estigmatização social entre os dois grupos, criando por parte do grupo maioritário, tendências estratégicas de fechamento em defesa da sua sobrevivência social e cultural, com todos os riscos de guetização e de manifestações de racismo e de xenofobia que em situações extremas se podem gerar, como se pode verificar acualmente nos bairros conturbados das principais cidades francesas. Só que aqui, em meu entender, há um equívoco: a reacção social destes grupos minoritários não tem que ver directamente com o fenómeno migratório, pois trata-se de indivíduos de segunda ou terceira geração, isto é, são realmente cidadãos franceses, com todos os direitos inerentes à sua cidadania (podem votar, etc.). Do que se trata, não será tanto de um problema de integração, mas sim de &lt;strong&gt;assimilação&lt;/strong&gt; da sua própria cultura a todos os níveis (políticos, religiosos, étnicos...).&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/18488142-113140680285353069?l=intertextualidades.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://intertextualidades.blogspot.com/feeds/113140680285353069/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=18488142&amp;postID=113140680285353069' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113140680285353069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/18488142/posts/default/113140680285353069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://intertextualidades.blogspot.com/2005/11/excluso-social.html' title='Exclusão Social'/><author><name>Hélder Rodrigues</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry></feed>
